Greve Geral de 14 de junho: Reaja Agora ou Morra Trabalhando

 

 

Crescem as adesões à Greve Geral de 14 de junho. Em Bauru, o movimento contra a reforma da Previdência já tem mais de 20 entidades engajadas entre centrais sindicais, sindicatos, partidos políticos e entidades. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas de Bauru e Região (Sindquimbru) participa da organização da paralisação e convoca seus associados e a população em geral para ir para as ruas de Bauru nesta sexta-feira e, assim, pressionar os políticos a discutirem com os trabalhadores a reforma da Previdência. A Greve Geral também cobra a retomada do crescimento da economia, mais empregos e garantia de verbas para a Educação.

Em Bauru, os trabalhadores, professores, estudantes e servidores municipais vão se concentrar em frente à Câmara Municipal, às 9h. “Os sindicatos e entidades participantes vão se revezar ao microfone do caminhão de som para explicar a importância de barrarmos essa reforma da Previdência que aí está, que não combate privilégios e representa o fim da aposentadoria”, comenta Vanderlei Oliveira, diretor do Sindicato.

Edson Dias Bicalho, presidente do Sindquimbru e secretário-geral da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo (Fequimfar), explica que os trabalhadores querem é discutir qual reforma será feita. “Esse modelo proposto não serve aos trabalhadores, ao Brasil. Os militares ficaram de fora e suas filhas vão continuar recebendo pensão cinco vezes maior do que a do INSS; a idade mínima obrigatória (65 anos para homens e 62 anos para mulheres) vai acabar com a chance da aposentadoria dos mais pobres; quem conseguir se aposentar, vai receber valor bem menor”, enumera. “O modelo de capitalização que querem implantar aqui no Brasil deu errado no Chile. Lá, os aposentados estão ganhando um terço do salário mínimo. Aqui, seriam pouco mais de R$ 300,00. A discussão do que mudar tem de ser feita com os trabalhadores e trabalhadoras”, defende.

Participaram da plenária de organização da Greve Geral em Bauru, realizada em 10/06, as seguintes centrais sindicais: Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores do Brasil e Central dos Sindicatos Brasileiros. Os sindicatos: Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento Perícias Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de Bauru e Região (Seeac); Sindicato dos Químicos de Bauru e Região (Sindquimbru); Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp); Federação dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Fetec); Sindicato Empregados Escritório Empresas Transportes Rodoviários (Seetro); Sindicato dos Servidores Municipais de Bauru (Sinserm); Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil de Bauru e Região; Sindicato dos Papeleiros de Jaú; Sindicato dos Papeleiros de São Manoel;  Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifusesp); Sinergia; Sindicato dos Jornalistas; Sindicato dos Metalúrgicos de Pederneiras; Apeoesp e Sindicato dos Calçadistas de Jaú. Organizações políticas: PCO, PT e Núcleo DNA Petista. E, ainda, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).


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