Convenção coletiva, a salvação

 

Convenção coletiva, a salvação

Até recentemente, trabalhador com direitos garantidos era aquele com carteira de trabalho assinada. Mas aí vieram as chamadas “reformas” que só retiraram benefícios que levamos décadas para conquistarmos. A “reforma” Trabalhista prometia a geração de empregos, mas dois anos depois nada disso. Continuamos com 13 milhões de desempregados e quem trabalha ganha menos. A “reforma” da Previdência, que agora já está em vigor, dificultou muito a aposentadoria. Homens que começarem a trabalhar agora só poderá se aposentar com 65 anos de idade e 25 anos de contribuição. E as mulheres, com 62 anos de idade e 15 anos de contribuição. Quem já está no mercado terá de escolher uma das regras de transição, mas também será prejudicado.

Quando a gente, trabalhador e trabalhadora, pensa que não pode piorar, vem outra reforma. A proposta bomba da vez chama-se “MP Verde e Amarela”, que na verdade é uma nova reforma trabalhista. É precarização acelerada! Quem for contratado nesta modalidade, se for demitido sem justa causa, ao invés de 40% de FGTS, vai receber só 20%! Só metade! E sem falar que também quer diminuir o repasse ao FGTS de 8% para 2% e reduzir a zero a contribuição previdenciária patronal que hoje é de 20%. Também propõe ampliar o trabalho aos domingos e feriados, sem pagamento da hora dobrada se o trabalhador folgar em outro dia.

Esta nova forma de contratação será permitida para jovens de 18 aos 29 anos, que recebam até 1,5 salário mínimo, mas impacta também os contratos já existentes. O trabalhador com mais de 29 anos pode ser dispensado pela empresa que, em seu lugar, contratará um jovem. E sem falar que a taxa de rotatividade nesse grupo é altíssima, de 103,8%. Ou seja, anualmente praticamente todos os postos de trabalho jovens com essa remuneração ficam vagos.

Apesar dessas ameaças todas, nós trabalhadores e trabalhadoras do setor químico, plástico e fertilizantes estamos com todos os nossos direitos garantidos até 2021 graças à Convenção Coletiva de Trabalho assinada por nosso Sindicato e a Fequimfar agora em novembro e que mantém todas as cláusulas sociais já conquistadas por dois anos. A convenção coletiva é a salvação! E é a prova do quanto o sindicato faz a diferença. Em 2019, nosso Sindicato completou 30 anos! São três décadas lutando por você, trabalhador e trabalhadora!

 Edson Dias Bicalho, presidente

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